Carlos Alexandre

Empresário e presidente do diretório municipal do PCdoB


Um sonho de gestão

Por: Carlos Alexandre
14/01/2020 às 09:40
Carlos Alexandre

Toda pessoa que almeja, de algum modo, deixar uma realização assinada ao fim da vida, com certeza pensa em algo grandioso. Muitos por vaidade.  Outros, talvez por sincero altruísmo. 

E o que poderia ser considerado algo grandioso?  A cura de uma terrível doença? A transformação da sociedade pela nossa contribuição ao dar alguma consciência social às pessoas? Quem sabe a concretização de um projeto pessoal com efeito coletivo?

Bastava, quem sabe, encontrar a solução para algo que afeta as pessoas.

O fato é que a maioria de nós está ocupada demais tocando sua própria vida ou tentando sobreviver.

Nesse interim, muitos deixam essa vontade atrofiar ou sufocar, acabando por aceitar as coisas conforme se apresentam, de maneira muito ordinária e limitada. 

Mas o que há de errado em sonhar realizar algo fantástico?  

Há homens e mulheres de negócios, por exemplo, que conseguem empreender com base na crença de que um sonho é possível e acabam por torna-lo efetivo. Grandes corporações e ideias dinâmicas e revolucionárias passam a existir por causa disso e mudam a vida da gente.  Mas são poucos esses valentes visionários.  A maioria se entrega à segurança do exercício contínuo de práticas e sistemas de trabalho já testados. Comuns, portanto.

Mas, e na política?  Por que não vemos grandes sonhadores em ação?

Quando Juscelino Kubitscheck quis trazer à tona seu audacioso plano de metas (50 anos em 5), por certo enfrentou diversas dificuldades.  Principalmente políticas já que a prática do "toma lá dá cá” não é tão nova em nossa república.

No entanto ele não esmoreceu.  Acreditou no seu sonho e deu sequência deixando seu legado histórico para nossas futuras gerações.

Acredito que é isso que falte em alguns personagens de nossa política.  Sonhar, crer em seus sonhos e coloca-los em prática.

Quando vemos alguém que exerce essa lógica, logo percebemos a diferença entre um gestor medíocre e um verdadeiro prefeito, governador ou presidente.

Um exemplo atual e real é hoje o governador do Maranhão, Flávio Dino.  O cara tem minha idade (51 anos).  Advogado, ex-magistrado e professor, o político do PCdoB já pode relacionar aos seus feitos grandes conquistas que alteraram substancialmente e para melhor, as vidas dos maranhenses.

Com base nos pilares Educação, Saúde e Renda, elaborou projetos como o mais IDH que elevou índices importantes na qualificação dos municípios do Estado.

Escolas Dignas e Restaurantes Populares se multiplicam beneficiando a população maranhense.  Kits de Irrigação Agrícola e Centros de Referência da Assistência Social, dão o toque de mestre na segurança alimentar.

Se Dino o conseguiu em um Estado relativamente pobre de nosso país, o que não poderiam fazer, se quisessem ou sonhassem, governadores e prefeitos do Sudeste brasileiro onde a arrecadação é maior e não há grandes dificuldades como a seca, por exemplo, a tomar o tempo da Administração?

Por aqui, quando o gestor sonha, não crê em seu sonho e caso creia, não o coloca em ação, preocupado sempre e apenas nas relações entre o executivo e legislativo a garantir "harmonia” durante o mandato.

Que lástima.

Não seria o máximo encontrar alguém da envergadura de um Dino ou JK para governar nossa cidade a partir do próximo ano, sonhando e nos envolvendo a todos em seu sonho?

Sim, pois o envolvimento da população gera a força necessária para que não seja tão fundamental o jogo de barganha entre Câmara e Prefeitura.

Além disso, o envolvimento dos próprios vereadores e do corpo de servidores públicos municipais permitiria a mais sublime gestão da história.

Mas há esse "sonhador” entre nós?  Alguém cujo sonho seja envolvente e justo o suficiente para nos empolgar?
Até acho que exista.  

Por isso eu gostaria de iniciar um movimento, se pudesse, a saber o de sapecar por aí a pergunta: Qual é a Rio Preto que sonhamos? 

Depois podemos emprestar esse sonho a quem desejar fazer de seu mandato a efetiva realização do mesmo.

Não creio que seja demais pensar em uma Rio Preto que continue bela e acolhedora, que passe a agregar inclusão, atração (turística e de empregos) e ações concretas de cultura, habitação, esporte e educação transformadoras e à altura de nossa grandeza. 






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