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Carlos Alexandre

Empresário e presidente do diretório municipal do PCdoB


Uma nova tentativa

Por: Carlos Alexandre
29/05/2020 às 15:04
Carlos Alexandre

Mais uma vez, devemos apostar na união, ampla e sincera entre as pessoas de bem de nossa cidade.

Espero que essas palavras, encontrem pela frente, a maioria delas.

Palavras lançadas, precisam mesmo achar seu destino. E a idade já me ensinou que no processo de sua jornada, a verdade se sustenta, enquanto a inverdade se dilui no percurso. E o mesmo acontece com o bom senso.

Também com a idade, aprendi muitas coisas, embora ainda não saiba nada.

Entristece, portanto, ver aqueles que já se arrogam posseiros de todo o entendimento, no início ainda de suas jornadas. Ou então, o inverso também decepciona. Qual seja ele, o de ver usada a experiência em prol de uma vontade pessoal ou de um capricho.
É por isso que preciso que me escutem, aqueles que "tem ouvidos”.

Estamos à beira de eleições municipais.  

No cenário geral, temos sempre dois lados. Vemos de um a vontade de fazer uma cidade mais justa, inclusiva, progressista e humanizada.  

De outro, os interesses de sempre.  A serviço do Mercado, ainda que nas proporções menores do município.  A vaidade de querer uma cidade bonita e maquiada, ou então, a simples presunção do controle pelo simples hábito de ter o poder local nas mãos. 

Esse segundo lado tem por costume vencer sempre e estar sempre no poder local.

Mas dessa vez, para piorar, se não tivermos atenção, corremos o seríssimo risco de misturado a essa escolha, validarmos uma caminhada tenebrosa de toda uma nação rumo às trevas do fascismo, do autoritarismo e no seu limite, até da eugenia.  Vai saber onde se pode chegar a maldade humana.

Porque atrelado às eleições desse ano, estará a eleição de 2022.

Por isso, nós que estamos em um desses lados, o primeiro no caso, aquele que pensa nas pessoas mais do que nos prédios ou asfalto, deveríamos não admitir que ideias individualistas nos dividissem ou se sobrepusessem ao necessário encontro dos mais iguais (ou menos diferentes).

Você também acha que mais importante que a escola é a educação e que mais importante que o hospital é a saúde, certo?
Pois é.  Então você é do tipo que pensa no cidadão, antes da cidade.

A união de pessoas como você e eu fará toda a diferença nessa "luta”.

O contrário disso, de estarmos juntos é jogar contra.  Não importará depois de quem seja a culpa. Foi praticamente assim que a última eleição para a presidência se deu. 

Como dizem brincando nas redes sociais, "por ódio à cigarra, as formigas votaram no inseticida e morreram todos, inclusive o grilo que se absteve de votar”.

Podemos afinal, antes que as candidaturas se apresentem, de certo modo, interferir no seu próprio surgimento. Com prévias, discussões nos próprios partidos e movimentos sociais, podemos descobrir um ou mais nomes que representem nossas causas.

Se ficarmos apenas destilando rancores contra os nomes que se apresentam, sobretudo sem oferecer alternativas para que possamos unir nossas forças, acabaremos por subir juntos ao cadafalso.

Teremos a confirmação da mesmice a que assistimos desde a fundação de Rio Preto.

Tenho para mim que a unidade mais ampla possível, não só deve ser o único pensamento nesse instante, mas obsessão de todos nós do campo democrático. 

Ao falar de campo democrático, não falo de esquerda ou direita.  Falo de pensamento democrático e de gente que pensa em gente como prioridade.

A liberdade, a democracia, a igualdade, a justiça social são mais que retórica.  E devem ser metas, objetivos e sonhos de todos e cada um de nós.

Foi em nome disso que ingressamos nossos partidos, nossos movimentos, nossos grupos, nossas igrejas, clubes sociais, não foi? O resto é só resto.  

Assim conclamo meus concidadãos, que reflitam comigo na importante decisão de alimentarmos o que nos une, deixando para "lamber feridas” daquilo que nos separa, no fim da batalha que nos aguarda. Já não fizemos isso em outras ocasiões?  

Pode parecer muito romantismo, de minha parte.  Mas tanto melhor.  Muito mais apreciável ser terno, que duro. Ser inocente, que velhaco.

Deixando de lado, só por alguns instantes, a burocracia e ritualística das posições, da dicotomia que toma conta da nação, em prol dos sentimentos que permeiam nossa vocação libertária e humanista, acho que conseguiremos.

Senão, se você não quer isso, simplesmente despreze esse texto e pronto.  O Brasil já tem muito ódio e não precisa de mais.






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