Antonio Baldin

Promotor de Justiça aposentado e assessor especial da Secretaria de Saúde de Rio Preto


Fim do radar móvel

Por: Antonio Baldin
31/08/2019 às 12:34
Antonio Baldin

O presidente Jair Bolsonaro determinou, no dia 15 de agosto de 2019, a suspensão do uso de radares de fiscalização de velocidade móveis em rodovias federais e, logo em seguida, a Polícia Rodoviária Federal ordenou aos seus servidores o imediato cumprimento da decisão, determinando a recolha dos equipamentos até que o Ministério da Infraestrutura conclua a reavaliação da regulamentação dos procedimentos de fiscalização eletrônica de velocidade.

A medida se aplica aos tipos de radares móveis camuflados em veículo parado ou sobre suporte (estático), escondidos em veículo em movimento (móvel) e para aqueles que ficam direcionados manualmente para os veículos (portátil).

Quer queiram ou não, os radares móveis são ocultados em pontos estratégicos e se tornaram um instrumento ardiloso para a arrecadação dos cofres públicos, sem nenhum mecanismo instrutivo, mas, sim, financeiro. Geralmente, os motoristas acabam sendo induzidos ao desrespeito dos limites de velocidade, às vezes pela sua brusca redução ou carência de orientação, sendo multados imperceptivelmente, acarretando até a cassação da Carteira Nacional de Habilitação, impedindo o exercício do trabalho para os motoristas de profissão.

A colocação dos radares dissimulados é um estratagema que transgride o bom senso e não educa ninguém. Educaria se houvesse radar irremovível, fixo, com placa indicativa e bem visível de sua localização, levando o motorista à obediência e adequação ao limite de velocidade, movendo-o à necessidade de observância das regras impostas para o trânsito.

O ser humano necessita ser influenciado em suas atitudes, para a submissão às normas de trânsito. Aliás, o comportamento apropriado de todos referente ao trânsito deveria ser ensinado nas escolas, para que funcionasse como um imã de retidão dos futuros cidadãos, acabando com a cultura da multa e substituindo-a pela cultura da educação e respeito.

O que vemos diariamente nos deixa a sensação de que o motorista brasileiro não é educado adequadamente. Ele, motorista, precisa ser estimulado a respeitar os limites de velocidade e as regras impostas para o trânsito.        Como disse Paulo Freire: "Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo”.

Portanto, agiu bem o presidente ao finalizar com a indústria das multas, terminando com os radares móveis!






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