Foto por: Mauro Pimentel/AFP
Protesto da ONG Rio de Paz na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, em homenagem às 100 mil vítimas da Covid-19 no Brasil

Brasil supera 100 mil mortes pela Covid-19 sem sinal de quando pandemia acabará

Por: Folhapress
08/08/2020 às 14:25
Saúde

Menos de cinco meses após registrar a primeira morte causada pelo novo coronavírus, o Brasil superou na tarde deste sábado a marca de 100 mil óbitos decorrentes da doença.

Com o registro de 538 novas mortes desde a véspera até 13h30 deste sábado, o país soma assim 100.240 mortos pela doença, segundo dados coletados com as secretarias estaduais da saúde pelo consórcio formado por Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, o Globo e G1.

O número de casos registrados, por sua vez, beira os 3 milhões, com 21.732 novas notificações e um total de 2.988.796 pessoas que tiveram a infecção confirmada, mas é provável haver subnotificação. Com isso, o Brasil tem hoje cerca de 6,5% dos casos mundiais e 7,2% dos mortos pela doença no mundo, embora o país abrigue apenas 2,7% da população do planeta.

"Vamos tocar a vida. Tocar a vida e buscar uma maneira de se safar deste problema", disse o presidente Jair Bolsonaro ao comentar os números em live na última quinta-feira (6).

Homenagem
Com cruzes e balões vermelhos, a ONG Rio de Paz realizou na manhã deste sábado (8) um protesto contra a atuação do poder público no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. O ato foi também uma homenagem aos 100 mil mortos pela Covid-19 no Brasil.

"Municípios, estados e União erraram. a disputa política se sobrepôs aos interesses da sociedade", disse o presidente da ONG, Antônio Carlos Costa. "Não há o que justifique as brigas entre prefeitos, governadores e o presidente da República, a incapacidade de trabalharem juntos em um gabinete de crise visando apresentar ao país uma política comum."

Mil balões vermelhos biodegradáveis foram espalhados pela praia. Cem deles foram presos a cruzes fincadas na areia. O presidente da Rio de Paz voltou a fazer críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), para ele o maior responsável pela situação.

"Enquanto o país agonizava em estado de perplexidade nós o víamos pilotar jet ski, cavalgar, organizar churrasco, forçar demissão de dois ministros da saúde e prescrever remédio como se médico fosse", afirmou. "E o mais assustador, não ter demonstrado empatia pelos parentes das vítimas enquanto estimulava a quebra do distanciamento social."

Como no ato anterior da ONG, um apoiador de Bolsonaro que caminhava pelo calçadão bateu boca com manifestantes. Ele chamou de fake news o número de mortos e foi interpelado pelo taxista Marco Antonio do Nascimento, que perdeu um filho para a doença. "Não fala que é fake news", disse ele, mostrando uma foto do rapaz.

Nascimento ficou conhecido no último ato do Rio de Paz, em junho, quando recolocou no lugar cruzes que haviam sido derrubadas por um apoiador de Bolsonaro, que questionava as críticas à condução da crise pelo presidente da República.






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