Foto por: Divulgação
Walter Faria está preso desde agosto

Com o pai Walter Faria preso, Giulia, de 28 anos, assume o comando do Grupo Petrópolis

Por: Maria Elena Covre, Fabrício Carareto e Lucas Israel
02/12/2019 às 18:07
Bastidores

Filha única, herdeira de Walter Faria vinha sendo treinada para a sucessão da segunda maior cervejaria do País desde 2016

Herdeira 1
Com 28 anos de idade e filha única, Giulia Faria, herdeira do Grupo Petrópolis, se tornou o braço vigoroso da família no comando interino da segunda maior cervejaria do País desde que o pai, Walter Faria, deixou compulsoriamente vago o cargo de presidente. 

Herdeira 2
Ela foi empurrada para a linha de frente em meio ao tsunami que se abateu sobre o clã, e os negócios bilionários, com a prisão do empresário, em agosto, acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e sonegação de impostos dentro da operação Lava Jato. 

Atropelada
Desde 2016, Walter Faria já dava sinais dentro do grupo de que Giulia, então com 24 anos, estava "em treinamento” para sucedê-lo, ainda num prazo bem maior do que o patriarca pretendia. Mas os fatos acabaram atropelando os planos de Faria. Hoje, a cervejaria, que tenta sobreviver sem o tirocínio do fundador, está nas mãos da jovem e de mais cinco executivos.

Começou no marketing 
Giulia começou na cervejaria da família em 2014, na área de marketing. Em 2016 já tinha sob seu crivo todas as campanhas publicitárias do grupo. Também neste período, foi colocada pelo pai para pesquisar os planos de expansão da empresa na seara das cervejas premium.  

Intensivão 
Não resta dúvida de que a herdeira de Walter Faria está passando por um intensivão desafiador. Segundo reportagem publicada pelo jornal "O Estado de S. Paulo” no último final de semana, desde que o fundador deixou vago o cargo de presidente, quatro meses atrás, o grupo Petrópolis, que produz a Itaipava, vem tentando empréstimos com instituições bancárias do exterior. E também junto a fundos de investimento voltados para empresas com dificuldades para bancar projetos de expansão. 

Vende, não vende
Ainda segundo reportagem do Estadão, "a prisão de Faria levou o grupo a ser considerado um ativo ’perigoso’ por eventuais interessados em comprar a cervejaria, como as rivais Heineken e a Femsa, engarrafadora da Coca-Cola”. Fundos estrangeiros também teriam interesse na cervejaria. A Petrópolis afirmou ao jornal, no entanto, que a venda do controle do negócio ou a busca de um sócio é "totalmente descartada”. E diz que os projetos empresariais e de marketing seguem em seu ritmo normal.

Briga milionária
O desenvolvedor de softwares Isaías Ramos da Paz está processando os empresários  Conrado Von Held Dias e Renan Poiate Filho, donos da Wed.Biz, empresa sediada em Rio Preto cujo faturamento, hoje, ultrapassa a casa dos R$ 8 milhões ao ano. Ele venceu o processo em primeira instância e o valor da ação está em R$ 1,2 milhão.

Separação litigiosa  
Segundo a ação, Isaías, um dos sócios iniciais da empresa criada em 2014, mudou-se para o Canadá em maio de 2015. Ele foi o responsável pelo desenvolvimento de aplicativos de gerenciamento para redes sociais, o Instaeasy e o Treinamento VIP. Depois de sua saída para o exterior, os sócios formaram outra empresa com o mesmo fim e teriam deixado Isaías a ver navios. O faturamento, a partir de então, explodiu.

Defesa
Os empresários, que inicialmente eram os responsáveis pelas áreas comercial e de marketing, alegaram que nunca houve uma sociedade de fato, mas a tese foi rechaçada pelo juiz de primeira instância, Marcelo Eduardo de Souza, da 1ª Vara Cível de Rio Preto. "Aliás, isso é confessado, às escâncaras, nos dois vídeos produzidos pelos próprios réus, o primeiro deles por Renan, numa "live" dirigida a público interessado na aquisição do aplicativo Instaeasy”, diz trecho da sentença.

Decisão
Com isso, os réus foram obrigados pela Justiça a apresentar prestações de contas de todo o período, desde 2015, de maneira individualizada, para o levantamento de todos os valores devidos ao desenvolvedor. A dupla recorreu e, agora, o caso está nas mãos do desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, César Ciampolini.

Tudo parado 1
Faculdades e universidades particulares de Rio Preto e região com escritório de representação em Brasília estão encontrando dificuldades para agendar audiências no Ministério da Educação. E não se tratam, sequer, de reuniões com representantes dos principais escalões da pasta, mas com técnicos de setores voltados a assuntos antes considerados triviais e burocráticos. 

Tudo parado 2
A informação dos escritórios com representação em Brasília é de que está tudo paralisado no ministério de Abraham Weintraub, o que estaria reforçando as especulações internas de que o titular da pasta de fato subiu no telhado, como vem dizendo a grande imprensa com base em informações de bastidores. 

Caiu em desgraça 
Mas não seriam as falas polêmicas o problema de Weintraub. O problema é que ele estaria desagradando não só os lobbies das universidades federais, mas também os lobistas das instituições privadas, pelas quais o presidente Jair Bolsonaro nutre simpatia e das quais recebe forte apoio. 

Providências  1
O Sindicato dos Servidores Municipais de Rio Preto não descarta acionar a Justiça para tentar reverter decisão da Prefeitura de Rio Preto de não mais descontar em folha de pagamento as mensalidades de instituições sindicais, associações de classe e bancos que oferecem crédito consignado ao funcionalismo. A medida foi comunicada oficialmente às entidades na sexta-feira (29). 

Providências 2
"Na verdade, não entendo essa atitude antissindical do prefeito (Edinho Araújo), até porque tivemos nos últimos anos uma relação de negociações e respeito. Mas tomaremos as medidas necessárias”, disse à coluna Sanny Lima Braga, recém-eleita presidente do Sindicato dos Servidores Municipais.  

Desde os anos 1950
O desconto da mensalidade sindical em folha de pagamento da prefeitura de Rio Preto ocorre desde o final dos anos 1950, quando os servidores municipais se organizavam na Associação dos Funcionários da Prefeitura. A Secretaria de Administração elenca entre as causas da mudança o crescimento no número de entidades com mensalidades descontadas automaticamente e o fim de contrato com a empresa que terceiriza o serviço. 

Turbinando a máquina 1
O presidente da Câmara de Mirassol, Marcão Alves (PHS), está comprando um carro zerinho, no valor de R$ 43,6 mil, para uso dos vereadores. E anda empolgado também com a estrutura para operacionalização de um canal de televisão institucional. 

Turbinando a máquina 2
Marcão, apesar de amizade antiga com petistas históricos de Mirassol, tornou-se um bolsonarista fervoroso na esfera pública. E já informou a interlocutores da família do presidente da República seu interesse em organizar o Aliança Pelo Brasil na cidade. Mas, diante da dúvida sobre a viabilidade ou não de a nova legenda estar apta para disputar a eleição do ano que vem, ele vai controlando todas as variáveis possíveis ao seu redor. E costurando seu nome a uma eventual disputa à prefeitura. 

Em peso 
E os bolsonaristas de Rio Preto estão se organizando para ir em peso à Câmara Municipal no próximo dia 20 prestigiar o policial federal Danilo Campetti. O agente famoso pelo encantamento com o presidente Jair Bolsonaro vai receber a honrarias do Legislativo como Comendador da Ordem Municipal e Medalha do Brasão do Município. "Estaremos lá apoiando nosso amigo”, disse Janaína Targas Albuquerque.  

Pupo
O projeto de homenagem a Campetti é de autoria do vereador-delegado Renato Pupo (PSD), que negocia com o PSDB, mas não mede esforços para cair nas graças dos bolsonaristas. 






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