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Foto por: Divulgação
Gôndola de supermercado em Rio Preto

Procon inicia nesta segunda ’operação arroz’ para coibir remarcação no preço de alimentos da cesta básica

Por: Maria Elena Covre, Fabrício Carareto e Heitor Mazzoco
13/09/2020 às 10:05
Bastidores

Diretor do órgão em Rio Preto orienta população a não estocar produtos e a pesquisar antes de comprar


Operação arroz 1
O Procon-SP e a  Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado prometem uma operação especial de monitoramento e combate à remarcação de preços "excessiva e injustificada” de produtos da cesta básica. A fiscalização terá início nesta segunda (14) e se estenderá a todos os municípios paulistas. Os principais produtos impactados com a alta repentina são  arroz, feijão, carne, óleo de soja, leite longa vida e seus derivados. 

Operação arroz 2
Inicialmente não haverá multa para os estabelecimentos. Vai ser feita a constatação de quanto o empresário pagou e por quanto está vendendo o produto. "Em seguida, vamos comparar com os valores que ele praticava no primeiro semestre. A multa será aplicada, em último caso, quando o aumento da margem de lucro for injustificado e desproporcional”, afirmou secretário de Defesa do Consumidor, Fernando Capez.

O problema 1
Arnaldo de Freitas Vieira, diretor do Procon de Rio Preto, afirma que é preciso explicar que a culpa não é "somente” dos supermercados. "Na nossa visão, como órgão de defesa, eles têm parcela na culpa, sim, mas não sozinhos. O problema maior está no fornecedor/fabricante/produtor que resolveu ganhar em dólar, exportando em plena pandemia, pensando unicamente no seu lucro pessoal. Isso tem que ficar bem claro para o consumidor.”

O problema 2
Quanto aos supermercados, segundo Arnaldo, a responsabilidade ocorre quando são remarcados preços de alimentos em estoque, com a desculpa de já terem sido comprados com o preço elevado, sendo que na verdade estavam somente dando vazão aos produtos já adquiridos. A orientação é que o consumidor pesquise preços ao máximo. E que também evite estoque de alimentos (mesmo com os preços do jeito que estão). 

Falta gente 
Quanto à fiscalização de possíveis abusos na cidade, Arnaldo volta a insistir que falta fiscais para o serviço. "Já passou da hora de Rio Preto ter uma fiscalização municipal novamente no Procon. Já passou da hora de se repensar uma estrutura administrativa para o Procon municipal, capaz de ter um setor de fiscalização, de pesquisa, de educação para o consumo. Cidades muito menores, como Barretos por exemplo, estão anos-luz à nossa frente quando o assunto é defesa do consumidor. Precisamos urgentemente discutir isso com a sociedade”, afirmou. 

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