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Foto por: Prefeitura de Rio Preto
O promotor pede no parecer que a Justiça intime a Prefeitura de Rio Preto para contestar a ação

MP opina a favor do recebimento de ação que visa tirar nome de J. Hawilla de anel viário

Por: Heitor Mazzoco
04/03/2021 às 15:37
Bastidores

Estudante cita o caso ’Fifagate’ para tentar mudar o nome do local; ação está na 1ª Vara da Fazenda de Rio Preto


Favorável
O promotor de Justiça Sergio Clementino opinou favoravelmente ao recebimento da ação que visa retirar o nome  do empresário e jornalista J. Hawilla do anel viário de Rio Preto, inaugurado em agosto do ano passado.
Na ação, o estudante Leonardo Lopes Rodrigues cita que "Hawilla tem fama internacional, especialmente entre as autoridades policiais e investigativas estadunidenses (sic), já que é réu confesso de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, entre outros crimes, naquele país". Hawilla morreu em 2018 por problemas respiratórios.

Intervenção
Clementino pede no parecer que o estudante deve, inclusive, anexar documentos para que prove sua identidade, como titulo eleitoral. Na inicial, ele colocou nome e endereço de residência apenas. "Após a providência acima mencionada, considerando que a principal função do Ministério Público na ação popular é a de custos iuris, devendo velar pela regularidade do processo, sendo ai sua intervenção obrigatória, é que opino pelo deferimento da inicial", citou o promotor.

Após a providência acima mencionada, considerando que a principal função do Ministério Público na ação popular é a de custos iuris, devendo velar pela regularidade do processo, sendo ai sua intervenção obrigatória, é que opino pelo deferimento da inicial.

Intimação
O promotor pede no parecer que a Justiça intime a Prefeitura de Rio Preto para contestar a ação, negando o pedido de tutela de evidência.

Sem homenagem

De acordo com ação, o estudante cita delação de J.Hawilla no escândalo que ficou conhecido como "Fifagate". "Conforme reportagem da Revista Piauí, que fez a trajetória de corrupção do sr. José Hawilla, este era o ’pivô do esquema de corrupção de futebol da FIFA’ e foi preso em 2013, assinando um acordo de delação premiada com as autoridades americanas". Ele continua: "Lembrando que o "Fifagate”, como ficou conhecido o escândalo do qual J. Hawilla foi o pivô, acarretou a prisão de diversos dirigentes da FIFA, CBF e outras grandes autoridades desportivas", cita.

Legislação
O estudante usa a lei orgânica do Município para pedir a retirada do nome do empresário do anel viário, que no artigo 30, inciso VIII, alínea "b", diz que "fica  proibido  o  uso  de  nomes  de  torturadores  e  de pessoas que tenham praticado atos de lesa-humanidade, violação de direitos humanos, e das autoridades constituídas, durante o período de ocorrência destas práticas, as quais historicamente são consideradas responsáveis ou omissas e os condenados em crimes de corrupção".







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