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Foto por: Alesp
O deputado estadual Gil Diniz durante sessão na Assembleia

Doria me boicotou politicamente, diz deputado Gil Diniz sobre liberação de igrejas no Estado de SP

Por: Heitor Mazzoco
02/03/2021 às 09:58
Política

Parlamentar diz não acreditar que veto será colocado em votação na Alesp para que proposta de governador seja aprovada


Oposicionista na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) ao governador João Doria (PSDB), o deputado Gil Diniz (sem partido) classifica a atitude do tucano em liberar o funcionamento de igrejas no Estado como boicote político.


Isso porque Diniz apresentou projeto para que os templos religiosos fossem definidos como essenciais em abril de 2020. Após toda tramitação na Assembleia, a proposta foi aprovada em 18 de dezembro. Na última semana, no entanto, o governador vetou o projeto de Diniz. Nesta segunda-feira (1º), Doria mudou o discurso e decretou que igrejas devem ser classificadas como essenciais durante o período da pandemia da Covid-19.

"Aprovamos o projeto e ele esperou o último dia do prazo regimental para vetar ou sancionar. Eu aprovei no final de dezembro. E somente em fevereiro que ele veio vetar. Ou seja, o que ele fez? Ele me boicotou politicamente. Não quer me colocar como ’pai da criança’. Ele veta e, em menos de uma semana, faz um decreto", afirmou o deputado em entrevista ao DLNews.

Doria também vai enviar para a Assembleia um projeto para determinar que as igrejas fazem parte dos estabelecimentos essenciais.

"Não me importo ser ’pai da criança’. O objetivo era esse (classificar igrejas como essenciais). O que quero deixar claro, é o tipo mesquinho, egocêntrico que governa o Estado de São Paulo. Ele (Doria) já poderia ter feito isso e não fez. A Assembleia poderia ter derrubado o veto. Mas como são subservientes ao governador, vão segurar o veto. O Doria vai mandar novo projeto e, aí sim, vão aprovar o projeto do Doria", disse Gil Diniz.

ICMS
A oposição ao governo Doria na Alesp tenta ainda derrubar o artigo 22 da lei 17.293/2020,
sobre a possibilidade de o governador Doria definir aumento de imposto para todo Estado.

De acordo com Gil Diniz, ainda não há número suficiente para derrubar o trecho da lei. "O deputado (Ricardo) Melão (Novo) apresentou projeto
de lei pra revogar o artigo 22, do ICMS. A gente está formando um maioria de parlamentares. Precisamos de 48 deputados votando, e de 29 (deputados) votando ’sim’ ao projeto. Não temos esse número ainda. A base é muito forte, mas queremos pautar o projeto", afirmou.







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