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Foto por: Divulgação/Polícia Civil de SP
Um dos locais alvo da operação

Técnico em informática de Rio Preto é preso suspeito de comandar rede de pornografia infantil

Por: Da Redação
25/11/2020 às 08:46
Polícia

Investigação começou em 2018 a partir de homem suspeito de tentar vender a sobrinha para criminosos na Rússia


Um técnico de informática de Rio Preto foi preso na manhã desta quarta-feira (25) acusado de comandar uma rede de pornografia infantil.

A operação Black Dolphin, que teve apoio da Polícia Federal, teve como partida investigações da Polícia Civil de Rio Preto. Os inquéritos foram abertos na cidade para desmantelar uma quadrilha que compartilhava arquivos de pedofilia e pornografia infantil na deep web e a investigação contou com a participação do juiz da Infância e Juventude de Rio Preto, Evandro Pelarin, que determinou os mandados de prisão e de busca e apreensão. 

O técnico de informática em Rio Preto seria o chefe da quadrilha, que distribuía o material e organizava fóruns da deep web com outros pedófilos. Na casa dele foram apreendidos máquinas fotográficas e computadores com material pornográfico infantil. Ele tem 43 anos, é casado e tem dois filhos - uma menina de 9 anos e um menino de 3 anos. O filho estava com o pai e foi entregue aos avós. A polícia investiga se o homem, que não possuía antecedentes criminais, compartilhava, armazenava ou produzia o material pornográfico. Ele está detido na Deic de Rio Preto por armazenamento de pornografia infantil.

A Polícia Civil cumpre ainda 14 mandados em Rio Preto e outras cidades da região. Ao todo, são 220 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Dois mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em Araçatuba, na Vila Aeronáutica e no bairro São João. Também foram apreendidos computadores e pen drivers.

Segundo a polícia, a operação começou em 2018, quando os policiais descobriram um homem que pretendia vender a sobrinha de 8 anos para pedófilos na Rússia. Ainda de acordo com as investigações, o plano dele era levar a criança para a Disney da Europa e entregá-la aos criminosos, alegando que ela teria desaparecido no parque.

A partir da prisão do homem, a Polícia Civil chegou a um suspeito de Rio Preto, que chefiava e organizava uma quadrilha que postava e trocava material de pedofilia em sites hospedados em países do leste europeu. Os policiais começaram a monitorar a deep web, se infiltrando em mais de 20 comunidades e descobriram uma rede de predadores sexuais que produzem, vendem e compram vídeos de crianças em situações de vulnerabilidade sexual. Foram encontradas mais de 10 mil contas de e-mails para esse tipo de crime. 

A Polícia Civil de Rio Preto pediu a quebra de sigilo, na Vara da infância e Juventude de Rio Preto, de visitantes e consumidores de pedofilia desses sites e chegou aos 220 suspeitos contra os quais foram expedidos os mandados de prisão, busca e apreensão. 

Até as 11h30 desta quarta-feira (25), 40 pessoas foram presas e algumas delas em flagrante. São 1.170 policiais envolvidos na ação.

Nome da operação
O nome da operação faz referência a Colônia 6 Russa, conhecida como Black Dolphin, localizada na fronteira com o Cazaquistão. Os investigados afirmam que as leis brasileiras não sustentam uma prisão e que, em função de suas habilidades, apenas esse presídio — que abriga condenados à prisão perpétua e é conhecido pelo rigor no tratamento dos detentos — seria capaz de detê-los.







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