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Foto por: Arquivo/Câmara de Rio Preto
Milton Costantino recebe de Oscarzinho Pimentel o título de Comendador e a Medalha do Brasão

Empresário detido pela PF por tráfico de drogas recebeu da Câmara título de Comendador

Por: Heitor Mazzoco
23/11/2020 às 18:52
Polícia

Honraria é destinada aos cidadãos rio-pretenses que prestaram "relevantes serviços" ao município


O empresário de Rio Preto Milton Costantino da Silva, que está entre os detidos na operação "Enterprise” da Polícia Federal, já foi homenageado na Câmara de Rio Preto com a Medalha do Brasão e o diploma de Comendador da Ordem Municipal do Brasão pelos "relevantes serviços prestados para a geração de energia elétrica”. 

A homenagem é de 2012 e foi proposta pelo então vereador Oscarzinho Pimentel (PSL), que o classificou à época como "um empresário ainda jovem e que já contribui para o fortalecimento do nome de nossa cidade no Brasil e no exterior”, segundo publicação da Câmara naquele momento. 

Nesta segunda-feira (23), Milton Costantino foi detido pela Polícia Federal em sua casa, no condomínio Gaivota 1, sob suspeita de envolvimento em tráfico internacional de drogas. Outras cinco pessoas foram presas (em Rio Preto e Mirassol). No total, 13 mandados de busca e apreensão foram realizados na região. 

Grande quantidade de dinheiro e carros de luxo foram levados para sede da Polícia Federal de Rio Preto.  De acordo com a PF do Paraná, que comandou a operação, dois grupos realizavam a logística para enviar cocaína para o Porto de Paranaguá. Um grupo de São Paulo e outro de Rio Preto. 

A reportagem tentou contato com na empresa de Costantino e um dos advogados dele, mas não obteve resposta.

Transporte
Um piloto também está entre os detidos nesta segunda em Rio Preto. Silvio Berri Junior já foi investigado no começo dos anos 2000 pelo Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) por pilotar aviões para Fernandinho Beira-Mar, um dos maiores traficantes do País. Um terceiro empresário identificado pelo DLNews apenas por Marco Aurélio. Os outros três envolvidos não foram identificados pela reportagem. 

Histórico 
A investigação começou em 2017, de acordo com a Polícia Federal. "Consistia na lavagem de bens e ativos multimilionários no Brasil e no exterior com uso de várias interpostas pessoas (laranjas) e empresas fictícias, a fim de dar aparência lícita ao lucro do tráfico”, diz nota da Polícia Federal. 

"A Operação Enterprise se destaca ainda por ser a maior da história em apreensão de cocaína, pois durante a investigação foram anteriormente apreendidas 50 toneladas da droga nos portos do Brasil, da Europa e da África, tratando-se de um importante trabalho de integração entre a Polícia Federal e a Receita Federal na repressão ao tráfico internacional de drogas nos portos nacionais”, continua nota da PF. 

Patrimônio
A 14ª Vara Federal do Paraná também autorizou sequestro de bens de pessoas supostamente envolvidas na organização criminosa, no total de R$ 400 milhões. "A maior operação do ano em sequestro patrimonial, consubstanciados em aeronaves, imóveis e veículos de luxo, havendo a expectativa de que novos bens sejam identificados após o cumprimento dos mandados de busca e apreensão”, disse a Polícia Federal. 

No total, 670 polícias federais e mais 30 servidores da Receita Federal participaram do cumprimento de 149 mandados de busca e 66 mandados de prisão nos Estados do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco. 

Para realizar prisões no exterior, a Interpol foi acionada para deter oito investigados que estão fora do Brasil. 







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