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Foto por: Reprodução
Edinho durante programa de TV desta terça (20)

ANÁLISE DLNEWS: Prefeituráveis de Rio Preto aposentam jingle e vão para a guerra de narrativas

Por: Maria Elena Covre e Fabrício Carareto
20/10/2020 às 17:49
Eleições 2020

Propaganda eleitoral traz ainda um PT com produção carente de recursos e criatividade. E Zambelli tenta compensar falta de TV do apadrinhado Paulo Bassan com frases lacradoras para as redes sociais


Com jingles 
As campanhas eleitorais brasileiras já produziram jingles inesquecíveis, como o sempre ressuscitado "Lula Lá”, que nasceu na campanha presidencial de 1989. A composição de Hilton Acioli virou hino petista. Faz parte da história política do País também o "Varre varre, vassourinha” que embalou a campanha de Jânio Quadros na disputa presidencial de 1960. E até o "O sol nasceu pra todos e também para você, vote Quércia, vote Quércia, PMDB” garantiu seu lugar na lista das composições icônicas. 

Sem jingles 
A tomar por base o que se viu nos programas dos candidatos de Rio Preto na televisão até agora, os jingles estão em baixa com os marqueteiros de plantão. Aparecem pouco e, quando ocorre, sem nenhum poder de ganhar "mentes e corações do eleitor”. Muito pelo contrário. A maioria fica martelando o número do candidato de forma irritante. 

Guerra de narrativas 1
O que predomina, como na propaganda desta terça-feira (20), é mesmo a guerra de narrativas que tomou as redes sociais com a polarização política. Edinho, por exemplo, voltou a usar pesquisas para mostrar que, além de liderar a corrida eleitoral, os empresários e a população não estão tão bravos com suas medidas restritivas de combate ao coronavírus, como acusam os adversários. 

Guerra de narrativas 2
Edinho sai, entra Coronel Helena com a sua versão. "Vou mostrar a Rio Preto da vida real, muito diferente daquela que Edinho apresenta”. E dá-lhe críticas. Assim como Casale, que encerra mostrando um mosaico de placas de aluga em imóveis comerciais para "provar” a "devastação” provocada pelo atual governo na economia ao tratar da crise sanitária. Sem dúvida, a razão é a melhor forma de decidir o voto. Mas, vamos combinar, está faltando um pouco de emoção para ajudar a digerir tudo isso, não?

E o PT?
E se o PT é dono do mais pop dos jingles, soube como poucos reinventar o marketing político, usou a criatividade para vender bonés, camisas e canecas para financiar campanha no passado glorioso, parece que a sigla, em Rio Preto, perdeu mesmo o bonde para os novos tempos. Fica evidente que faltam recursos para uma produção de primeira, mas o tom da candidata, a música de fundo e o conteúdo apresentados na televisão são deprimentes. Falta de dinheiro não pode justificar tanta dificuldade de conexão com o espírito do típico eleitor de esquerda. 

Tudo azul 
Uns dizem que é superstição, outros falam que é estratégia de fixação de imagem mesmo, mas Edinho Araújo (MDB) é o rei da camisa azul em campanha. Isso desde sempre. Mas a cor parece agradar mesmo aos políticos rio-pretenses. Além do emedebista, Marco Rillo (PSOL), Casale (PSL), Carlos de Arnaldo (PDT) e Helena (Republicanos) apareceram com a mesma cor de roupa na propaganda eleitoral desta terça (20). 

Curto-circuito 1
A deputada federal Carla Zambelli (PSL) chegou "causando” em Rio Preto nesta terça (20) para fazer campanha em favor do candidato a prefeito do PRTB, o médico bolsonarista Paulo Bassan. Como o apadrinhado não tem tempo na televisão, Zambelli usou todo o arsenal de declarações polêmicas que fazem seus seguidores e fã delirarem nas redes sociais. 
Curto-circuito 2
Além de falar genericamente em corrupção na cidade e dizer que vai acionar a Polícia Federal depois que coletar mais "indícios”, a deputada anunciou a vinda do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para Rio Preto nos "próximos dias”, para a inauguração de obra na BR-153. E, claro, atacou o correligionário Marco Casale, adversário de Bassan. 

TV na Justiça 1
A decisão do juiz eleitoral de Rio Preto Paulo Marcos Vieira, obrigando a TV TEM a apresentar o programa da Coronel Helena (Republicanos) que não foi ao ar na estreia da propaganda gratuita, no dia 9 de outubro, já produz efeitos colaterais. Carlos Arnaldo (PDT), que teve o mesmo pedido negado, diz que vai recorrer. 

TV na Justiça 2
Além de Helena e Carlos de Arnaldo, ficaram fora do ar Edinho Araújo (MDB) e Celi Regina (PT). Segundo Vieira, só tem o direito de compensar o tempo perdido quem acionou a Justiça, no caso a republicana e o pedetista. Este último, segundo o juiz, não teve o pedido acolhido porque "remeteu erroneamente” o material para a emissora. 

TV na Justiça 3 
O pedetista diz que está aguardando a documentação da produtora que o atende para analisar qual a melhor forma de proceder e tentar reverter a decisão. Edinho, pelo jeito, parece desinteressado no assunto, uma vez que não foi à Justiça. Já Celi disse que sequer conseguiu entrar com o player exigido pela emissora de TV e, por isso, teve o pedido negado também. Mas o PT entrou com recurso sobre a entrega nestes moldes no TRE. 

Saudosista 1
O marqueteiro rio-pretense Elsinho Mouco, fiel escudeiro de décadas do ex-presidente Michel Temer (MDB), anda mesmo saudosista. Ele, que responde pela campanha de Celso Russomano (Republicanos) à Prefeitura de São Paulo, foi buscar uma mídia que fazia sucesso entre adolescentes no início dos anos 2000, em que é possível trocar a cabeça de um dançarino ou jogador de futebol por uma foto recortada. 

Saudosista 2 
E aí que Elsinho enfiou Celso Russomano, que de atleta não tem nada, no corpo de um jogador da Seleção Brasileira fazendo tabelinha com Jair Bolsonaro. Os adversários aparecem com a cabeça do governador João Doria (PSDB) e do prefeito e candidato à reeleição Bruno Covas (PSDB), claro. E a narração fala do golaço que é o auxílio emergencial. Sim, como dizem os gurus do marketing, numa eleição só não vale perder, né Elsinho?  







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