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Foto por: Record TV Rio Preto
Atualmente, cerca de 500 pessoas vivem no local em condições precárias e sem saneamento básico no local

Maior problema habitacional de Rio Preto, favela da Vilta Itália é ignorada por candidatos

Por: Da Redação
12/10/2020 às 15:13
Eleições 2020

Apenas Coronel Helena (Republicanos) e Marco Rillo (Psol) citam a favela na sua proposta de governo


O principal gargalo habitacional de Rio Preto é ignorado por oito entre os dez candidatos a prefeito de Rio Preto. 

O DLNews fez um levantamento com base na proposta de governo apresentada pelos prefeituráveis à Justiça Eleitoral. Apenas Coronel Helena (Republicanos) e Marco Rillo (Psol) citam diretamente a favela da Vila Itália no seu programa.

Atualmente, cerca de 500 pessoas vivem no local em condições precárias e sem saneamento básico. A formação da favela, em área pública, teve início em 2014 com o surgimento de três barracos. De lá para cá, mais de 200 famílias se instalaram no local.

A Prefeitura move uma ação de despejo contra os moradores da favela, porém o processo está suspenso na Justiça a pedido da própria administração.

Apesar de a maioria dos candidatos colocar a questão da habitação e moradia em sua proposta de governo, a situação específica da Vila Itália não é sequer citada. 

Uma das que citaram a favela no seu programa, Coronel Helena é genérica na sua abordagem. Afirma que "vamos lutar para solucionar a situação das famílias da favela localizada na Vila Itália e impedir o surgimento de outras comunidades semelhantes, em outras localidades, com fiscalização intensa e ação enérgica”.

Já Marco Rillo, ao citar a favela, é mais específico e diz que vai trabalhar para "regularização urbana de todos os loteamentos já existentes na cidade, com a garantia da função social de todas as áreas da cidade e regularização da Vila Itália, garantindo a infraestrutura e os aparelhos públicos na localidade”.

Habitação
Os demais candidatos não incluíram a Vila Itália em seu plano de governo. Sobre o assunto habitação, Carlos Alexandre (PC do B) afirma que seu objetivo é "melhorar a mobilidade urbana, completar a oferta de habitação por meio da ocupação de imóveis ociosos”.

Carlos Arnaldo (PDT) cita que "propomos um novo olhar para o setor urbano de Rio Preto aperfeiçoando o que já existe e ampliando os horizontes com uma fiscalização rigorosa tendo a ousadia de pensar sempre a médio e a longo juntamente com uma melhoria para o setor de transportes, favorecendo a qualidade de vida dos rio-pretenses e uma moradia mais digna, uma habitação sustentável, pois o mundo exige novos olhares, gestão eficiente e honesta, rápida e segura”.

Ainda sobre habitação, Casale (PSL) diz que pretende "ampliar a regularização dos loteamentos irregulares e implantar infraestrutura nesses locais”.

Celi Regina (PT) afirma que, caso eleita, vai "garantir as funções sociais da propriedade e da cidade por meio da aplicação dos instrumentos do Estatuto das Cidades, em especial das Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS), possibilitando a construção de habitação de interesse social nas áreas consolidadas”.

Edinho Araújo (MDB) destaca que sua proposta é "promover e fomentar a implementação do Programa Municipal de Habitação de Interesse Social com programas e projetos habitacionais contemplando o déficit qualitativo e quantitativo, abrangendo produção de unidades habitacionais; integração urbana de assentamentos; melhorias habitacionais, requalificação e revitalização”.

Filipe Marchesoni (Novo) diz que pretende "reavaliar a legislação do uso do solo em toda cidade”.

Paulo Bassan (PRTB) não cita a habitação em sua proposta de governo. Já Rogerio Vinicius (DC) não entregou plano de governo à Justiça Eleitoral.







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