Internações caem, mas mortes por Covid-19 voltam a subir em SP

Por: FOLHAPRESS - THIAGO AMÂNCIO
10/08/2020 às 14:30
Brasil e Mundo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Pela quarta semana consecutiva, a ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para o novo coronavírus no estado de Sã...

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Pela quarta semana consecutiva, a ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para o novo coronavírus no estado de São Paulo ficou abaixo dos 60%, segundo o governo João Doria (PSDB). No estado, a ocupação ficou em 59,1%. Na Grande São Paulo, em 57,6%.
Na última semana, o número de novas internações caiu 7% em relação à semana anterior, e na capital essa queda foi de 6%, de acordo com os números divulgados pelo governo nesta segunda-feira (10). Por outro lado, o número de novas mortes pela Covid-19 cresceu 5% nesta semana epidemiológica, com 86 óbitos a mais que na semana anterior.
Segundo o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, esse aumento de mortes "é resultado da maior taxa de internações que ocorreu há duas semanas. A perspectiva é que tenhamos uma redução do número de mortes nas próximas semanas, frente à redução nas internações [que houve nesta semana]", disse.
O número de mortes em São Paulo chegou a 25.151, o que representa um quarto das vítimas da Covid-19 no país. Já foram confirmados 628.415 casos de contaminação entre os paulistas.
O governador João Doria começou a entrevista à imprensa afirmando que o país atingiu a marca dos 100 mil mortos no sábado (8) porque houve "desprezo pela ciência", em suas palavras. "Especialistas reconhecem hoje que o desprezo pela ciência, pela saúde e pala vida, e o desprezo por essa pandemia lamentavelmente contribuíram para que chegássemos a 3 milhões de casos e 100 mil mortes, o segundo pior índice do planeta", afirmou.
Depois, Doria aproveitou para falar diretamente do presidente Jair Bolsonaro. "Eu lamento ter que dizer que o presidente Jair Bolsonaro foi um omisso em relação a pandemia, omisso e negativista", disse. "Continua minimizando os efeitos dessa pandemia", afirmou o governador, para quem "não há tragédia igual na história do Brasil."
O governador concluiu dando um recado ao mandatário do país: "Presidente Bolsonaro, não era uma gripezinha."
No primeiro fim de semana de restaurantes e bares abertos até as 22h, o índice de isolamento no estado ficou em 48% no domingo (9) e em 43% no sábado, dia de final do campeonato paulista de futebol, o índice mais baixo para um sábado desde o começo das medidas de distanciamento social. Durante a semana, a taxa tem ficado entre 41% e 44%, de acordo com os números divulgados pelo governo.
O secretário Gorenchteyn afirmou que não é possível fiscalizar todo o estado para impedir aglomerações e pediu a ajuda da população, porque se as internações e mortes aumentarem -"muito possivelmente algumas regiões serão impactadas e terão que involuir", disse. "Não podemos delegar somente às autoridades esse papel, cada um de nós é responsável."
Fabricantes de vacinas têm alertado que, se o imunizante ao novo coronavírus for aprovado, pode faltar seringas para aplicá-lo no Brasil, conforme publicou o jornal Folha de S.Paulo nesta segunda.
Gorenchteyn negou a falta das seringas e afirmou que há uma licitação para comprar 30 milhões de unidades. "Não há nenhum desabastecimento, seja nos estoques, todos os sistemas de imunização ainda se mantêm."

Publicado em Mon, 10 Aug 2020 14:11:00 -0300






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