Foto por: Divulgação
Pastor Milton Ribeiro

Bolsonaro nomeia pastor Milton Ribeiro, ligado ao Mackenzie, para comandar o MEC

Por: Folhapress
10/07/2020 às 18:06
Política

Indicação partiu de Jorge de Oliveira, ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nomeou o pastor e professor universitário Milton Ribeiro para comandar o MEC (Ministério da Educação).

O anúncio foi feito em uma rede social. Em seguida, a decisão foi publicada no Diário Oficial da União, em edição extra.

Ribeiro é ex-vice-reitor do Mackenzie, em São Paulo. Ele também é pastor da Igreja Presbiteriana de Santos, litoral de São Paulo.

"Indiquei o professor Milton Ribeiro para ser o titular do Ministério da Educação. Doutor em educação pela USP, [Universidade de São Paulo] e mestre em direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e graduado em direito e teologia", escreveu o presidente.

"Desde maio de 2019, é membro da Comissão de Ética da Presidência da República."

Doutor em educação pela USP (Universidade de São Paulo), Ribeiro teve seu nome levado ao presidente, de acordo com fontes envolvidas no processo, pelo ministro Jorge Oliveira (Secretaria-Geral). Também contou com entusiasmo do ministro da Justiça, André Mendonça.

Ribeiro era o nome de São Paulo citado por Bolsonaro como possível ministro. O presidente sondou evangélicos, incluindo Ribeiro, após pressão de evangélicos sobre o cargo, movimento este que valeu o enfraquecimento do nome do secretário de Educação do Paraná, Renato Feder.

O pastor conta com a simpatia de parlamentares evangélicos de São Paulo, que haviam manifestado o apoio ao nome do professor a Bolsonaro.

O professor do Mackenzie surge para o ocupar o lugar já ocupado por Abraham Weintraub. O ex-ministro deixou a pasta após ataques ao STF (Supremo Tribunal Federal) e deverá um posto de diretor-executivo do Banco Mundial, em Washington.

Após a saída de Weintraub, Bolsonaro nomeou, mas não deu posse, a Carlos Alberto Decotelli. Ele caiu do cargo após vir à tona falsidades em torno de seu currículo, envolvendo a titulação do doutorado e uma suspeita de plágio no mestrado.

Em seguida, entrou em campo o nome de Feder. No domingo passado (5), após dias de ataques nas redes sociais por parte de apoiadores ligados ao escritor Olavo de Carvalho e a políticos evangélicos, Feder afirmou que recusou o convite de Bolsonaro para assumir o Ministério da Educação (MEC).

Secretário de Educação no Paraná, Feder já havia sido cotado desde a saída de Weintraub. No entanto, ele acabou sendo preterido, e o comando foi entregue a Decotelli.






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