Foto por: Divulgação
Rede de Supermercados Proença promete investimento maciço

Com setor de supermercados aquecido, Proença também aposta alto em Rio Preto e região

Por: Maria Elena Covre, Fabrício Carareto, Heitor Mazzoco e Lucas Israel
22/05/2020 às 20:18
Bastidores

Rede planeja quatro novas unidades - duas em Rio Preto, uma em Mirassol e uma em Olímpia - para 2020 e 2021

Empolgou
A rede de supermercados Proença, com raízes em Pereira Barreto, é outra do ramo que está ignorando totalmente o cenário de crise econômica no horizonte e promete investimento pesado na em Rio Preto e região. Para 2020 estão previstas inaugurações de três unidades, além de outras três em 2021. 

Sigilo 
A empresa não revela o valor do investimento em dinheiro. Diz que é política interna tratar o assunto em sigilo. Segundo fontes ouvidas pelo DLNews, os quatro empreendimentos confirmados à reportagem vão demandar a injeção de recursos em torno de  R$ 180 milhões.

Força
Em Rio Preto, já está em construção, segundo o grupo, uma loja na avenida Nossa Senhora da Paz. Para 2021, existe o projeto de outra unidade na Vila Borghese. Esta é uma pequena amostra que como o setor supermercadista passa ao largo da crise, diferentemente de outros setores da economia.

Patente alta
As projeções da Rede Proença acontecem ao mesmo tempo que o gigante Grupo Muffato e o Kawakami também anunciam investimentos na cidade. O Muffato vai construir sua quarta loja na região dos Damhas, num investimento de R$ 45 milhões e com perspectiva de 420 empregos. A rede Kawakami adquiriu 3 lojas que eram do Laranjão.  Segundo a Associação Paulista de Supermercados (Apas), a regional de Rio Preto movimentou R$ 1 bilhão em 2019.

De olho
O Proença ainda prevê mais duas inaugurações para 2020. Em Fernandópolis, onde já tem uma loja, e Pereira Barreto, sede operacional do grupo. Mas outras duas novas cidades estão prontas para entrar no catálogo da rede: Mirassol e Olímpia.

Saindo do papel
Os terrenos, inclusive, já foram adquiridos. Em Mirassol, o novo empreendimento ficará na avenida Eliézer Magalhães, ao lado da Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Em Olímpia, entre a Rua Eugênio Zaccarelli e da vicinal Adhemar Pereira de Barros, que dá acesso à rodovia Assis Chateaubriand.

Shoppings e restaurantes 
O texto final do plano de flexibilização para as atividades econômicas a partir do dia 1º de junho, que o prefeito Edinho Araújo (MDB) entregou ao governo do Estado nesta sexta-feira (22) traz um alento para dois setores que se viam sem perspectiva de retomada até agora: os shoppings centers e o segmento de bares e restaurantes. Mas, inicialmente, com público limitado a 30%. 

Questão de nível 1
O comitê de enfrentamento da crise do coronavírus criou 5 níveis de acompanhamento de casos em Rio Preto, que vai do mais radical, o fecha tudo (nível 5), à reabertura geral (nível 1). Cada nível leva em conta sete fatores, entre os quais número de doentes, curva de contaminação, garantia de equipamentos de segurança aos profissionais da saúde, disponibilidade de leitos e UTIs, entre outros. 

Questão de nível 2
Por essa tabela de fatores, Rio Preto se encontra no nível 3, que autoriza o funcionamento de serviços essenciais de acordo com a quarentena decretada pelo Estado. Mas, se a cidade chegar no nível 2, segundo o plano do prefeito, será permitida a reabertura de alguns setores da economia, o que inclui também shoppings, academias de ginástica, bares e restaurantes. Além de salões de cabeleireiros e manicures. 

Ansiosos 
Ansiosos, donos de bares e restaurantes de Rio Preto vinham procurado de forma individual interlocutores da administração municipal – e em alguns casos, o próprio prefeito Edinho Araújo – justamente porque não aparecia no plano até esta sexta-feira (22) nenhuma perspectiva para a retomada do setor. O sistema delivery adotado por alguns proprietários estaria até ajudando a minimizar o drama, mas está longe de pagar as contas e garantir o negócio se a paradeira se estender por muito tempo. 

Sem luz 
O DLNews conversou com donos de dois restaurantes instalados na Redentora que preferiram não se identificar. Eles dizem que sabem que este seria um dos últimos setores a chegar à normalidade, mas que estavam totalmente "no escuro”, por falta de um diálogo coletivo com o poder público. 

Com 30%
Pelo plano apresentado por Edinho, a abertura terá, no nível 2, algum regramento ainda. Os shoppings, por exemplo, e também os restaurantes, terão de limitar o atendimento a apenas 30% da capacidade total de cada estabelecimento. Aldenis Borim, secretário de Saúde, deu a senha nesta sexta-feira, dizendo que se a população "colaborar” neste feriado prolongado e nos últimos dias de maio, a cidade conseguirá atingir o nivel 2. 

Salões fechados 1
A juíza da 2ª Vara da Fazenda de Rio Preto, Tatiana Viana Pereira Santos, negou liminar que pedia reabertura de salões de beleza e barbearias em Rio Preto. A ação foi movida por um salão da cidade. 

Salões fechados 2
Na inicial, o advogado citou que a reabertura era válida com base no decreto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que, segundo ele, está acima da decisão estadual. A juíza Tatiana, no entanto, citou decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que definiu que não há conflito entre as decisões presidenciais com as estaduais. Em São Paulo, o governador João Doria (PSDB) negou reabertura dos estabelecimentos. 

Lockdown já é demais 1
A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) levou 14 horas até aprovar nesta sexta-feira, 22, a proposta do governador João Doria (PSDB) de antecipar o feriado de 9 de Julho para a próxima segunda-feira, 25. Um dos pontos polêmicos da discussão foi a emenda do deputado estadual Paulo Fiorilo (PT) para que fosse decretado o "lockdown" (confinamento total) no Estado a partir do dia 1º. 

Lockdown já é demais 2
A proposta do petista foi rejeitada ainda na fase de comissões. A votação, inclusive, serve para o governador João Doria (PSDB) ver que terá dificuldades e sofrerá pressões, caso passe pela cabeça dele lockdown no Estado, apesar do avanço da doença no Interior. 

Contra 1
Líder da bancada do MDB na Alesp, o deputado Itamar Borges destacou nas redes sociais que foi contra a emenda. "A bancada do MDB  é contra o lockdown. Acreditamos que é preciso cuidar da economia do nosso Estado, dar emprego e renda para a população, sem deixar de pensar na saúde e na vida. O momento exige cautela, mas também ações rápidas”, escreveu ele. A antecipação do feriado para segunda tem o objetivo de aumentar os índices de isolamento social em São Paulo na tentativa de diminuir a circulação do coronavírus.

Contra 2
Na hora da votação, o  deputado Carlão Pignatari (PSDB) também mostrou que o tema é indigesto. "Para votar não, presidente. E indicar a todos os membros que não querem lockdown em São Paulo que votem não", disse. Sebastião dos Santos (Republicanos) disse ser "a favor da reabertura do comércio do Estado de São Paulo e contra o lockdown". E até a petista Beth Sahão (PT), correligionária do autor da proposta, votou não. 

Sumiu de novo 
O ex-prefeito Valdomiro Lopes (PSB), que tentou certo protagonismo no início da crise sanitária com dois vídeos em redes sociais e atuação em grupos de Whatsapp, tomou chá de sumiço de novo, inclusive nos bastidores. Cada vez mais perto de uma cadeira na Câmara Federal, ele vem ignorando completamente tentativas de contato de partido interessados em uma aliança com PSB nas eleições deste ano, como o PDT de Carlos de Arnaldo. 

Sonhar é de graça...
Valdomiro, aliás, é visto entre parte dos pedetistas como o vice perfeito no momento. Lideranças da legenda acreditam que ele não teria nada a perder em emprestar seu nome para compor a chapa de Carlos de Arnaldo. Como não filiou ninguém, perdeu nomes importantes como o ex-deputado estadual Orlando Bolçone e o vereador Celso Peixão, por exemplo, a leitura é de que o ex-prefeito está mesmo fora da disputa, pelo menos como cabeça de chapa. 

Mais sonhos 
Já Renato Pupo (PSDB) voltou a piscar para Marcos Casale na tentativa de recuperar o bipolar PSL. Mas entre os tucanos há quem defenda que o vice ideal no momento seria mesmo o agora Democrata Orlando Bolçone, sob a benção do vice-governador Rodrigo Garcia. A linha de raciocínio é simples: reproduzir aqui o casamento PSDB e DEM. 

Simplista 
Mas quem olha o cenário do outro lado da trincheira, o do prefeito Edinho Araújo, acha esse raciocínio simplista. Rodrigo Garcia tem projetos pessoais para daqui dois anos e não tem intenção de estragar a boa relação que estabeleceu desde o segundo turno das últimas eleições com o emedebista. 






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