Foto por: Reprodução
Vídeo produzido pelo Exército Brasileiro homenageia os 18 militares mortos no terremoto que atingiu o Haiti em 2010

Vídeo do Exército homenageia coronel mirassolense morto em terremoto no Haiti; confira

Por: Karol Granchi
15/01/2020 às 18:35
Cidades

Coronel João Eliseu Souza Zanin, de Mirassol, morreu aos 46 anos no desastre natural que há dez anos matou mais 17 militares e milhares de pessoas na capital do Haiti.

Um rastro de destruição que gerou uma lacuna imensa. O último domingo, dia 12 de janeiro, marcou os dez anos do terremoto que gerou 230 mil mortos e mais de um milhão e quinhentos mil haitianos desabrigados em Porto Príncipe, na capital do Haiti, em 2010.

O dia trágico levou as vidas de 18 militares do Exército Brasileiro que atuaram na Missão de Paz. Entre eles estava o coronel mirassolense João Eliseu Souza Zanin – ele e os demais comandantes foram homenageados no 5º episódio da série produzida pelo Exército, chamada "Histórias do Brasil no Haiti: O dia do terremoto”. O vídeo traz imagens da cidade durante e após o desastre natural, além de depoimentos de militares sobreviventes.

General-de-Brigada

O general-de-brigada combatente João Eliseu Souza Zanin nasceu em Mirassol, onde morou até os 15 anos de idade. Era o mais velho de quatro irmão e ingressou na escola militar em Campinas (SP). O coronel, que tinha 46 anos quando morreu durante a missão no Haiti deixou a mulher Cely e os dois filhos – Thiago e Camille.


Coronel Zanin, a mulher Cely e os filhos Thiago e Camille 

Homenagem

O Ministério da Defesa informou que "reconhece o trabalho realizado por todos que atuaram na nobre Missão de Paz no Haiti, mas, sobretudo, o trabalho daqueles que atingiram o auge da dedicação à profissão militar, que, extrapolando o juramento de dar a própria vida por nossa Pátria, pereceram pela melhoria da vida de pessoas de outro país. Materializaram, assim, o que de melhor se pode oferecer à humanidade: a busca do bem comum para si e para todos os seres sobre a Terra.”

O Terremoto

O terremoto com magnitude 7.0 na escala Richter destruiu a capital do Haiti, Porto Príncipe, e deixou milhares de mortos e feridos, além de cidadãos desabrigados. Além dos militares brasileiros mortos, o Brasil também perdeu a presidente da Pastoral da Criança, Zilda Arns. Grandes danos foram causados a cidade e a outras localidades do país, com milhares de edifícios destruídos, incluindo o Palácio Presidencial, o edifício do Parlamento e a sede da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah).

Memória

Entre as vítimas estavam os promovidos post mortem aos postos e graduações: general-de-brigada Emilio Carlos Torres dos Santos; general-de-brigada João Eliseu Souza Zanin; coronel Marcus Vinícius Macedo Cysneiros; tenente-coronel Francisco Adolfo Vianna Martins Filho; tenente-coronel Marcio Guimarães Martins; capitão Bruno Ribeiro Mário; segundo-tenente Raniel Batista de Camargos; primeiro-sargento Davi Ramos de Lima; primeiro-sargento Leonardo de Castro Carvalho; segundo-sargento Rodrigo de Souza Lima; terceiro-sargento Ari Dirceu Fernandes Júnior; terceiro-sargento Washington Luiz de Souza Seraphim; terceiro-sargento Douglas Pedrotti Neckel; terceiro-sargento Antonio José Anacleto; terceiro-sargento Tiago Anaya Detimermani; terceiro-sargento Felipe Gonçalves Júlio; terceiro-sargento Rodrigo Augusto da Silva; e terceiro-sargento Kleber da Silva Santos.

A missão

A Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) foi criada em 2004 para conter a deflagração da guerra civil no país, e esteve sob o comando de militares brasileiros por 13 anos, alcançando níveis de segurança adequados em diversas áreas, principalmente nos bairros mais violentos da capital Porto Príncipe, como Bel Air, Cité Militaire e Cité Soleil.

Após o desastre, além do trabalho que o Brasil já executava, passou a desempenhar as tarefas de reconstrução e de assistência humanitária, realizando a distribuição de mais de 3,5 mil toneladas de mantimentos, procedimentos cirúrgicos para cerca de 1,9 mil pessoas e atendimento médico geral para outras 40 mil vítimas afetadas pelo desastre. As tropas brasileiras deixaram definitivamente o Haiti em 15 de outubro de 2017.

Foto por: Ministério da Defesa
Terremoto matou 18 militares do Exército Brasileiro







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