Foto por: Marcos Morelli/ SMCS
Cruzamento das ruas Jaci e Antônio de Godoy

Rio Preto passa de 400 mil veículos e número de caminhonetes dispara

Por: Lucas Israel
03/12/2019 às 20:54
Cidades

Rio Preto tem mais de 400 mil veículos em circulação. Os dados foram divulgados no balanço do último mês de outubro do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Os números superam os antigos 389 mil e elevam o cálculo de proporção de veículos por habitante para 0,86. E quem manda no trânsito, hoje, são as caminhonetes.

Segundo o Denatran, os carros são maioria nas ruas de Rio Preto. Ao todo, 218.920 carros e 86.780 motocicletas disputando espaço diariamente, mas o número de caminhonetes, aqui, é mais significativo. São 30.827 caminhonetes registradas na cidade, que formam 7,7% do total. Ou seja, a cada 14 veículos em Rio Preto, um é uma caminhonete.


Isso confere a cidade o 7º posto entre as cidades que mais têm caminhonetes no Estado. A capital está na liderança deste ranking, seguida de Campinas, Guarulhos, Ribeirão Preto, São Bernardo do Campo e Sorocaba, mas em nenhuma delas há uma proporção deste tamanho, embora a quantidade seja maior.

Por definição, caminhonete, segundo o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), é todo veículo dotado de compartimento de carga separado do de passageiros que pode carregar até 3,5 toneladas. E com toda essa frota volumosa à disposição, quem sofre é o trânsito. "Antigamente quem tinha caminhonete era quem tinha propriedade rural. Hoje elas são mais confortáveis e imponentes, e o pessoal gosta de carro assim”, afirma o secretário de Trânsito, Amaury Hernandes.

E com veículos maiores, aliados ao aumento no número de veículos, alimentam ainda mais os problemas de tráfego já conhecidos, como os gargalos nas avenidas Alberto Andaló e Lino Seixas Ribeiro. "O número de carros vai aumentando e as ruas continuam as mesmas, aí os engarrafamentos vão aumentando. Infelizmente é assim”, afirma o secretário de Trânsito.

A quantidade imensa de veículos também gera reações para planejar o trânsito da cidade. Por isso, a solução é "empurrar” o trânsito para as regiões mais periféricas. "O plano é evitar o centro”, diz Hernandes. Por isso, a construção do anel viário é tida como chave aliviar o tráfego.






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