Heitor Mazzoco

Jornalista


Família brasileira do século 21

Por: Heitor Mazzoco
09/09/2019 às 12:56
Heitor Mazzoco

Um assunto que ganhou destaque recentemente é a prova cabal para mostrar como a maioria da população brasileira é formada por gente ignorante. Tramita na Câmara dos Deputados um projeto de um deputado do PCdoB que apresenta a "família brasileira do século 21” como todas aquelas formadas com base no amor.

Ou seja, em poucas palavras, é considerada família um homem que se une a outro homem, ou uma mulher que se une a outra mulher, três homens, quatro mulheres, duas árvores e um homem e por aí vai.   


Infelizmente precisamos de projetos como este no Brasil. E eu explico o motivo: está enraizado na mente deste povo parvo chamado brasileiro a ideia de que tudo deve ser tradicional. 


Apegam-se aos livros religiosos e a doutrina conservadora para determinar o que deve e o que não deve ser feito.


Um projeto como o do deputado comunista não precisaria existir, caso o Brasil fosse formado por uma população culta, o que está longe de acontecer.


Logo o projeto da família brasileira do século 21 começou a ser debatido na Câmara dos Deputados, apareceu a insensata bancada da Bíblia para dizer que o projeto legalizava o incesto.  


Evidente que o projeto não legaliza o incesto. Porém, cabe neste ponto, uma crítica ao autor da proposta Orlando Silva. O comunista deveria ter debatido com mais afinco a proposta para evitar brechas como a levantada pela bancada da Bíblia para tentar barrar a proposta.


Não custava (ainda não custa) alterar o texto da proposta para deixar claro que o projeto não libera o incesto. Ao deixar o texto como está, dá impressão de que o comunista fez de propósito para conseguir levantar a fúria dos religiosos.


O assunto merece um bom debate na Câmara dos Deputados, no Senado Federal, nas ruas, casas, rodas de amigos e et cetera. Ainda sem aprovação, o projeto já se mostrou feliz em mostrar, mais uma vez, que os conservadores têm medo do que consideram "diferente”.


Alegar que a proposta libera o incesto é picuinha. O problema do conversador é com a homossexualidade. No entanto, defensores do "justo” e do "correto”, eles não têm coragem em admitir.






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